Eu tenho pena da nova geração... Imagine os adolescentes de hoje daqui a um tempo, uns anos, vendo as fotos dos tempos de colégio. Não que eu me orgulhe de TODAS as minhas fotos de adolescente, mas com certeza não tenho vergonha de nenhuma delas, pois mesmo as mais bizarras só expressam que sim, desde aquela época eu já sabia rir de mim mesma.
Mas fico pensando nos jovens de hoje, e quando digo isso me sinto uma velha, não que eu não seja jovem, sou e muito até, mas nesse caso, quando digo ‘os jovens de hoje’, coloco a juventude como sinônimo de ‘imaturidade’ e nesse quesito já me sinto mais apta, pois maturidade é fruto do que já passamos somado a nossa criação, e minha criação foi sempre destinada para que eu me tornasse sempre o mais independente possível, e acho que de certa forma funcionou.
Mas voltando a falar da nova geração, essas novas ‘tribos’ e ‘sub-tribos’ que surgem a cada dia, todos querendo ser diferentes, ter um estilo diferente, nada mais é do que uma maneira de chamar a atenção, só que nessa vontade de serem diferentes acabam todos sendo extremamente iguais. Isso faz sentido?
Pra mim não faz, pois se o objetivo é ser diferente, qualquer um que aja, se vista, e pareça com você já te deixa ‘comum’. Hoje em dia, tais diferenças rotulam os jovens, não que nos meus tempos de colégio não existissem os ‘grupinhos’, claro que existiam e acho que isso vem desde os tempos dos meus avós. Mas na minha época (olha o sentimento de velha novamente) os grupinhos eram menos complexos, pois existiam os meninos que jogavam futebol, as meninas que assistiam o futebol por causa dos meninos, as meninas que jogavam vôlei, os meninos que jogavam vôlei, os que jogavam basquete e os que jogavam Truco (sim, eu fazia parte deste grupo).
Mas nessa época, onde tudo era mais simples, apesar dos chamados grupos, você não necessariamente se encaixava em apenas UM grupo, e isso não era incomum, pois aquelas que assistiam ao futebol, possivelmente também jogavam truco (o que era o meu caso). Já a nova geração, na ânsia de ser diferente, acabam se tornando uma massa de pessoas do mesmo estilo, mesmo corte de cabelo, mesma explosão de cores.
Agora imaginem depois que passar essa tal fase da rebeldia, onde se tornarem (como eu me tornei) uma pessoa normal, tiverem suas vidas encaminhadas por caminhos nunca imaginados nessa fase ‘diferente’, será que tentarão esquecer do passado ‘colorido’? Eu com certeza olharia para um passado deste com dó, pena de mim mesmo por um dia ter sido tão patética a ponto de pensar que seria diferente por seguir uma modinha que não faz sentido algum, que não tem nenhuma filosofia como por exemplo os ‘woodstocks’.
Por isso agradeço por ser da minha geração e não ser da atual geração de jovens, ou seja, sou feliz mesmo me sentindo ligeiramente velha ao analisar uma geração que é poucos anos mais jovem do que eu. Viva a vida, sem querer ser diferente, seja você mesmo, pois isso já o tornará diferente, por que todos nós, na essência somos únicos.
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